Sinais de recuperação, aumento de ânimo e perspectivas mais otimistas. Este é o panorama que vem se criando neste segundo semestre de 2016, com possível retomada de crescimento da economia brasileira em 2017. Como consequência, um cenário que favorece o setor da construção civil para novos investimentos e lançamentos pelo Brasil.
Analistas do mercado financeiro diminuíram a estima de inflação para ano que vem, bem como esperam um aumento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Banco Central (BC), a previsão do PIB, para 2017, subiu de 1,1% para 1,2%. Já a inflação deve ficar em 5,12% ano que vem. Outro índice que deve decrescer é a taxa de juros, atualmente em 14,25% (dado referente a agosto de 2016): para final de 2017, a previsão é 11%.
“No primeiro semestre, houve uma redução de 20% nos desembolsos da Desenvolve SP, comparado ao mesmo período em 2016. Nunca tivemos isso antes. No entanto, estamos vendo uma retomada das consultas, com empresas ingressando mais em nosso site para obter crédito e com maior participação nos eventos que fazemos”, afirmou Milton Santos, presidente do Desenvolve SP, agência de desenvolvimento e incentivo para pequenas e médias empresas do Estado, ao veículo DCI.
Para ele, os setores que terão recuperação mais rápida serão o agronegócio, startups e a indústria da construção civil.
Opinião de especialista
Segundo entrevista concedida pelo corretor de imóveis Wagner Guimarães para o jornal Bem Paraná, a crise colaborou para a queda do valor do metro quadrado na capital. Entretanto, “para quem deseja colher bons frutos com o investimento, deve saber que imóvel é um investimento seguro e rentável, por mais que hoje não renda anualmente os seus médios 20% de valorização anual como em anos anteriores, ainda assim sempre vai dar um bom percentual de retorno. Eu não deixaria meu dinheiro parado na poupança”, afirma ele.
Cenário mais otimista para 2017
Essa expansão, como dito, anima o mercado de forma geral, e na construção civil não é diferente. Entretanto, nessa retomada é fundamental investimentos em diferenciais competitivos nos empreendimentos, para realmente atrair público e se destacar no mercado.
Podemos citar, como exemplo, ações de sustentabilidade no segmento de edifícios comerciais. “A sustentabilidade se estabeleceu nos edifícios comerciais porque as empresas que vão se instalar nesses espaços demandam um empreendimento que atenda a essas normas”, destacou o vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP, Hamilton Leite, ao Fecomércio SP.
Mais do que isso: itens e iniciativas de sustentabilidade vem se tornando requisitos para destacar o empreendimento, valorizando-o no mercado.
No setor de prédios comerciais de alto padrão isso é ainda mais latente. “Não só a questão da sustentabilidade, que deve ser vista como um pressuposto básico do início ao fim da obra e em tecnologias de utilidade aos proprietários, como todo projeto deve seguir com qualidade máxima, da fachada do empreendimento ao nível de acabamento interno”, afirma Felipe Fração, gestor de obras e colaborador da JHF Incorporadora.
Todos estes aspectos fazem, junto com a animação e retomada da economia, o mercado da construção civil continuar sendo um setor de investimento.
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